Esmeralda Colabone



Desde 1998
Olá! Sou Esmeralda Colabone, uma artista intercultural contemporânea de inspiração arabo-mediterrânea. A dança entrou na minha vida muito cedo; das primeiras aulas de balé às minhas aventuras no jazz, ficou claro para mim que dançar era um lugar feliz e que, de alguma forma, eu levava jeito para isso.
Minha prática artística é uma alquimia de linhagens herdadas e escolhidas. Sou fruto do encontro de múltiplas diásporas, minhas raízes estão plantadas em uma das narrativas clássicas brasileiras de travessia transatlântica, onde imigrantes europeus e ancestrais afro-brasileiros se encontraram e se misturaram. Essa herança de fronteiras é o meu direito de nascença.
Mas meu caminho me levou a outra imersão, profunda e pessoal.
Em 2002, com apenas 19 anos, fui apresentada ao empresário Omar Naboulsi e a "La Maison De L'Artiste", do Líbano (prestigiada agência de entretenimento do Líbano entre 1980 e 2015), onde me tornei uma das bailarinas mais jovens da época a conquistar um contrato profissional com eles. Fui descoberta, escolhida e quebrei um recorde em uma das instituições mais prestigiadas da área antes de completar 20 anos.
Durante 12 anos, vivi e dancei pelo mundo árabe, do Magreb ao Golfo ao Levante, nos mais prestigiados restaurantes sírio-libaneses de hotéis cinco estrelas como Hilton, Rotana, Fairmont e JW Marriott. Lá, eu não era uma visitante, mas uma aluna, uma colega de trabalho, uma colega de quarto, uma amiga; eu era uma delas. Fui acolhida, educada culturalmente e moldada tecnicamente pelas comunidades locais e por grandes mestres. Essa jornada transformou minha pluralidade herdada em um vocabulário ainda mais profundo, vivido no corpo, e me forjou na artista que sou hoje.
Republica
Tcheca
2025
Brasil
2024
Após me aposentar dos palcos do mundo árabe em 2014, iniciei uma nova trajetória: aprofundar o conhecimento sobre minhas próprias possibilidades e compartilhá-lo mundo afora.
Estreei no circuito de festivais de dança em 2012, mas foi em 2015, com dois vídeos de grande repercussão, que conquistei visibilidade considerável e consolidei meu nome como um dos mais fortes do cenário mundial.
Em 2016, abri minha própria escola em São Paulo, Brasil, onde orientei bailarinas nacionais e internacionais e produzi três espetáculos. Foram quatro anos intensos, que me proporcionaram enorme aprendizado e, somados a todas as minhas vivências anteriores, consolidaram minha carreira como uma das mais relevantes do meu país nesta forma de arte.
Em 2024, lancei a Turnê de Prata, uma das maiores turnês de uma artista estrangeira no segmento de danças árabes e fusão. Foram 593 dias, 22 países e a missão de conscientizar uma indústria sobre etarismo, igualdade de gênero, responsabilidade cultural e redenção artística.
Hoje, sigo cruzando fronteiras e contribuindo para que dançarinas e dançarinos encontrem sua melhor versão, não somente técnica mas também humana, artística e emocional.
